terça-feira, 18 de setembro de 2012

Biblioteca Belmonte - programação



 
TEATRO


O INOCENTE NO DOPS - Uma comédia sobre a ditadura militar, que dentre outros objetivos salienta a conquista do voto no Brasil e a conscientização do mesmo. Com o Grupo Palavra. Texto Tom Martins,Direção: Roberto Asor, Elenco: Carlos Shiavon, Tom Martins, Eder Brito e Guilherme Vale. Trilha Sonora: Eder Brito e Guilherme Vale. A peça faz parte do projeto vencedor do prêmio VAI: Eu voto, tu votas, ele vota, nós votamos, vós votais, eles votam e você em quem votou? . Para público jovem e adulto. Dias: 14 e 21/09, sextas-feiras, às 19h.

TEATRO - INFANTIL


VASSILISA, A SABIDA - Teatro por um triz - Um conto tradicional russo é a nova inspiração do Teatro Por Um Triz. Num universo lúdico de caixas e tecidos, três atores contam a história desta Cinderela russa de maneira poética e divertida. Lançando mão de técnicas de manipulação direta para dar vida aos seus personagens confeccionados apenas com tecidos. 50 minutos. Livre. Dia 08/09, sábado, às 11h.

DOM QUIXOTE – O CAVALEIRO SONHADOR - Núcleo Trecos e Cacarecos - Enquanto o mundo começa a ser explorado pelas navegações, um velho fidalgo ainda sonha em ser cavaleiro. Com a velha armadura de seu bisavô, o herói Dom Quixote de La Mancha sai em busca do amor e da justiça, sustentado por seu fiel escudeiro, Sancho Pança. Nesta adaptação da obra de Miguel de Cervantes, livros e brinquedos ganham vida e se transformam em personagens que dão asas à imaginação do público.45 minutos. A partir de 5 anos. Dia 22/09, sábado, às 11h.

EU, MALASARTES - Após suas andanças como o personagem Pindé, em “Um Dedinho de Prosa”, Robson Santos está de volta com suas histórias e causos, desta vez vivendo as malandragens de Pedro Malasartes, herói picaresco do nosso Brasil, preferido da gente simples, que adora suas artes, quase sempre contra os mais ricos e poderosos. Vinga-se o popular da sua posição subalterna vendo o personagem sair sempre ganhando, por sua astúcia e por suas artes, dos que lhe são superiores. Uma espécie de Robin Hood sem armas. 05/09, quarta-feira, às 19h.
SHOW


DOM QUIXOTE, XOTE, XOTE – Com Gereba Barreto (voz e violão), Bombarda (acordeon) e Cássia Maria (percussão).O show é baseado no CD homônimo, em que o cantor e compositor baiano Gereba busca aproximar o mundo poético musical nordestino ao universo mítico da obra "Dom Quixote". No repertório, parcerias com poetas como Abel Silva, Luiz Carlos Bahia, Capinan e João Bá, que se inspiraram na obra de Cervantes para criar animados xotes, baiões, cocos, arrasta pé e emboladas. Dia 26/09, 4a. feira às 19h


SARAU SERTANEJO – Todos últimos sábado do mês, grupos de viola caipira e cantoria se encontram no tradicional sarau sertanejo da Belmonte. O público canta, faz poesia matuta, propõe músicas e interage com os cantores e apresentadores. Organização: Paula Dundee. Apresentação: Guarani. Dia 29/09, sábado, às 15h.




LITERATURA



XVII ENCONTRO DE ESCRITORES CORDELISTAS – Benedita Delazari e Cleusa Santo. Destaques numa área da literatura dominada por homens, as poetisas Benedita Delazari e Cleusa Santo vêm até a Biblioteca Belmonte para falar de suas trajetórias e escritos. Dia 19/09, quarta-feira, às 19h.



ESPAÇO GOURMET DELÍCIAS DA LITERATURA ORAL – PRIMAVERA NA CHAPA. O concorrido encontro que reúne e expressa manifestações da cultura popular em um ambiente de comedoria e serve ao público um cardápio que traz: cantigas de roda gratinadas no forno da memória, salpicão de trava-línguas, com lascas de parlendas, cordel ao ponto marinado com causos, sorvete de advinhas com cobertura de anedotas, finalizado com licorzinho de ditos populares. Com Antonia Andrea de Sousa. Chefs Convidadas: Giselle Ramos, musicista e Iracy Cardoso, ricamente trajadas de floristas, servem contos e cantos da Primavera. Dia 28/09, sexta-feira, às 14h30.

CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS



CONTAR É PRECISO, LER É INDISPENSÁVEL - Leitura e Narrativas de histórias e poemas estimulam o potencial criativo e o prazer de ler. Público alvo: participantes de programas de incentivo à leitura. Inscrições pelo telefone: 5687-0408. Com contadora de histórias e mediadora de leitura Antonia Andréa de Sousa. Dias 12 e 26/09, quartas-feiras, às 10 e às 14h. (livre)

NO COLO DO LIVRO, COM LIVROS AO COLO. Mediação e narrativa de histórias para bebês de 0 a 2 anos acompanhados de pais ou de professores, babás, avós, tios. A sala de contação transforma-se em um quarto de brinquedos, onde 10 duplas - bebês e acompanhantes - interagem com os contadores valendo-se livros de pano, plástico e livros-brinquedos, contos de meiguice e cantigas de ninar. Com Antonia Andréa de Sousa, Izabel Andrade e Maria Luiza Rocha. Dia 19/09, quarta-feira, às 14h30. Primeira infância (0 a 2 anos)
OFICINAS E CURSOS


O DESPERTAR DO CONTADOR DE HISTORIAS - Com Kelly Orasi e Simone Grande-Mini curso que tem por objetivo apontar caminhos para a arte da narrativa; levantando questões, propondo exercícios, incentivando a pesquisa e finalizando com uma roda de histórias com os participantes. Público alvo: contadores de histórias, professores e interessados. Vagas limitadas. Inscrições diretamente na biblioteca. - Aos sábados, 15, 22 e 29/09, das 9h às 16h




SEMEANDO E AFIANDO LÍNGUAS ENCANTADAS - Reflexões, dinâmicas e vivências sobre a arte de ler e contar histórias. O tema desta oficina será O orador e a oralidade X O contador e a oratória: Intersecções e performances. Com Antonia Andréa de Sousa, comunicóloga especialista na arte de contar histórias. Público alvo: contadores de histórias professores, atores, palestrantes e militantes na área de comunicação social. 18 vagas. (tel. 5687-0408) - Dia 15/09, sábado, das 11h30 às 13h30.



MÚSICA VOCACIONAL – Iniciação musical e instrumental. Para o público acima de 14 anos, com a Artista Orientadora Giselle Ramos. Quintas-feiras das 10h às 13h e das 13h30 às 16h30. Inscrições na Biblioteca.

TEATRO VOCACIONAL– Orientação de Grupos de Teatro Amador, Grupos de Estudos e Leituras Dramáticas e Teatro para jovens a partir de 14 anos, com o Artista Orientador Antonio Jr. Segundas-feiras, das 14h30 às 17h30 e sábados, das 12h30 às 15h30 – Inscrições na Biblioteca.

EXPOSIÇÕES FIXAS
de segunda a sexta, das 10h às 19h, e aos sábados, das 9h às 16h.

VISAGENS VISÕES COMUNS, VISÕES SUBLIMES: Exposição é composta por xilogravuras feitas por Ernesto Bonato a partir de retratos também realizados pelo artista, de pessoas que circulam, trabalham ou moram no entorno da biblioteca. A exposição homenageia a arte popular na figura de homens e mulheres comuns, depositários e vivificadores da cultura brasileira. Exposição permanente no saguão da Biblioteca.
DIÁLOGOS ENTRE TÉCNICAS E GERAÇÕES - EXPOSIÇÃO DA PRODUÇÃO DE XILOGRAVURA DOS ALUNOS DA BELMONTE: Exposição dos trabalhos dos alunos dos cursos de xilogravura em várias técnicas, realizado de fevereiro a dezembro de 2009, coordenado pelos professores artista Eduardo Ver e Ezequiel. Na Sala de Oficinas

VISITAS MONITORADAS – A biblioteca recebe grupos previamente agendados para conhecer o acervo e a Sala de Cultura Popular. Agendamento pelo telefone 5687-0408.


Dorinha Sant'Anna
Belmonte - Cultura Popular
Setor Acervo Temático, Divulgação e Cursos
F. 5687-0408

Biblioteca Belmonte

" Meu coração ferve com um nobre tema, enquanto recito meus versos ao Rei a minha língua é a pena de um destro escritor". Salomão
Comunico a vcs. que a oficina: O ORADOR E A ORALIDADE X O CONTADOR E A ORATÓRIA: INTERSECÇÕES E PERFORMANCES agendada para dia 15/9, das 11 às 13:30, na sala de contação da biblioteca Belmonte, achei por bem adiar para 06/10, das 11 às 13:30. No dia 15/9 acontecerá das 10 às 16h. o mini curso: O DESPERTAR DO CONTADOR DE HISTÓRIAS com Kelly Orasi na Belmonte.
Para não ocorrer simultaneidade e considerando que o mini curso inicia dia 15 e prossegue em mais e sábados, pensando em oportunizar mais ocasiões para tão rica iniciativa: REFLETIR, VIVENCIAR. APREENDER, AGREGAR informações e técnicas sobre a mais bela das artes - A ARTE NARRATIVA - decidimos adiar. No dia 6/10 teremos um sábado RIQUÍSSIMO de aprendizado com dinâmicas, tanto das 11 às 13:30, quanto das 14 às 17, quando a profa. Mestra, contadora de história IVANI MAGALHÃES, dentro do projeto da Belmonte: NO COLO DO LIVRO, COM LIVROS AO COLO, conduzirá a oficina: A ARTE DE CONTAR H ISTÓRIAS PARA QUEM AINDA USA FRALDAS.
Para o ORADOR E A ORALIDADE X O CONTADOR E A ORATÓRIA: INTERSECÇÕES E PERFORMANCES dia 6/10 das 11 às 13:30, em havendo interesse, ratifique, confirme, inscreva-se gratuitamente no telefone 5687 0408 com Dorinha do nosso setor de cursos ou responda a este email. Nº de vagas 20 inscritos. Para todas as oficinas a Biblioteca fornecerá Certificados e/ou disponibilizará certificado para horas complementares.
Cheiros e bençãos
Antonia Andréa de Sousa
9 9442 0197 5687 0408 5691 0433


RODA DE HISTÓRIAS COM WAYQUI

CONTADOR DE HISTÓRIAS DO PERÚ
POR DE TRÁS DA PALAVRA
“El silencio es tan frágil que de solo nombrarlo, se rompe.”
Neste encontro Wayqui narrador oral peruano, que há 12 anos investiga e partilha contos tradicionais, vai apresentar seu processo criativo com os contos e sua forma de narrar, mostrando o que se esconde atrás das palavras, um encontro único e cheio de histórias. Wayqui vai partilhar como escolhe suas histórias e como as histórias o escolhem, a função do narrador, a tradição popular, as motivações, as viagens, sua identidade com os contos peruanos, histórias de sua família e como ele vai tecendo, caminhando e vivendo estas histórias.
E para abrir a noite contos com Simone Grande, Silvia Suzy e Fernanda Raquel.
Dia 21 de setembro das 19h30min às 22h
Valor do ingresso R$ 25,00
Casa da História
Rua Tonelero, 912 – Lapa
Fone: 38684598 / 38039113
Quem é Wayqui - É consultor de gestão e aplica a narração oral como ferramenta de gestão em diversas organizações e empresas. Apresentou-se e deu cursos em Festivais Internacionais, feiras do livro, espaços de narração oral e outros em 17 países: Alemanha, Argentina, Brasil, Bélgica, Colômbia, Cuba, Chile, Equador, Eslováquia, Espanha, França, Hungría, Itália, México, Perú, Portugal e Suíça. Dirige a associação cultural Wasi e fundou a primera escola de narração oral do Perú. É diretor do Festival Internacional de Narração Oral “Todas las palabras, Todas” , o primeiro evento deste tipo que conta com o patrocínio do Ministério da Cultura peruano, assim como de importantes empresas e organizações.
Para saber mais: www.facebook.com/WayquiPeru

Agenda de cursos - Outubro - Viva e Deixe Viver


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Wayqui - Do coração às palavras - Casa faz e conta


Para se inscrever na oficina e na apresentação na Casa do Faz e Conta:
casa@fazeconta.art.br
Tel: 11- 96305-8085

Ateliê com Giuliano Tierno e Ângela Castelo Branco

 
Aos sábados serão convidados artistas que oferecerão oficinas aos visitantes da mostra nos Ateliês do Educativo Bienal. Nos quatro primeiros encontros, Giuliano Tierno e Ângela Castelo Branco promovem o Ateliê Literário Móvel.

PRÓXIMAS DATAS
DIAS:
22 E 29 DE SETEMBRO DAS 15H ÀS 17H

Lotação: 40 pessoas
Entrada gratuita
Informações: +55 11 5576-7611
educativo@bienal.org.br


Ateliê Literário nomeia a constituição de um lugar de criação literária que envolve leitura e escrita. Todo ateliê caracteriza-se como um local da construção e do fazer, onde as ferramentas devem estar sempre à mão e o processo de criação é contínuo. Quando nos referimos ao Ateliê Literário, estamos nomeando a instalação de um lugar onde a leitura, a voz, a escuta e a escrita são matérias primas. E, neste espaço de trabalho, as ferramentas são: estante móvel composta de livros de literatura que serão partilhados com os participantes, exercícios de leitura em voz alta, contação de histórias, escrita individual e coletiva, partilha das produções e rodas de conversa.

O ponto de partida de criação das ações do Ateliê Literário será a leitura em voz alta do texto: Oficio de Poeta de Elias Canetti, extraído do livro: “A consciência das Palavras” (Discurso Preferido em Munique, 1976). Além deste texto “condutor” dos encontros, serão lidos fragmentos de outros textos que tecem e fortalecem a discussão sobre: a importância das palavras e a construção de outras realidades a partir das palavras. Os excertos serão extraídos de: O que é o contemporâneo, Giorgio Agambem, A boa nova anunciada à natureza de Maria Gabriela LLansol, A estante hipotética de Ítalo Calvino e a A maleta do meu pai, Ohram Pamuk.

O objetivo do projeto Ateliê Literário [Arquitetura das Palavras] é dialogar com a experiência da leitura e da escritura dos participantes, buscando expandi-la e problematiza-la, por meio de oficinas compostas de quatro encontros com temáticas específicas: a) a arquitetura das palavras: abertura de referências; b) tecendo o texto-roubos, autoria e apropriações na leitura e escrita; c) leitura em voz alta- a presença da voz no processo de leitura e escrita; d) ateliê de escritura.

Pretende-se que, ao final das oficinas os participantes tenham mergulhado em seu percurso criativo e pesquisador, tornando-se parceiros e próximos de seu dizer com a linguagem.

Giuliano Tierno de Siqueira , diretor de Teatro, contador de histórias, leitor em voz alta e professor. Doutorando e Mestre em Artes pelo Instituto de Artes da UNESP. Licenciatura Plena em Educação Artística com Habilitação em Artes Cênicas. Curador Educativo do Centro Cultural São Paulo. Coordenador e professor do curso de pós-graduação lato sensu A Arte de Contar Histórias – Abordagens poética, literária e performática. Autor e organizador de livros na área da educação e da contação de histórias.

Ângela Castelo Branco , escritora e educadora, autora dos livros de poemas “Orações”,“Oferenda” e “O que digo, o que me diz”. Desenvolveu a Bolsa de Criação Literária Funarte em 2011. Foi contemplada pelo Proac 2011 de Publicação deLivros pela Secretaria Estadual de Cultura com o livro “Epidermias". Escreve regularmente no blog: www.angelacastelobranco.blogspot.com. Atua como coordenadora do Núcleo de Formação de Jovens e Crianças e é educadora do Programa Jovem Monitor pelo Instituto Tomie Ohtake.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Dona Saudade - Cláudia Pessoa

Para todos aqueles que sentem saudades dos seus entes queridos que partiram desta vida. Para os que perderam seus pais, mães, avós, tios, primos, amigos... neste momento, para minha avó Maria, Rufina, vô Sebastião Nunes, Sebastião Vieira, João Nunes, tia Cidinha, Gringuinho, tio Aurino, Doge, Maurício, Feijózinha, Godofredo meu anjinho, Marcia, Roberto e tantos e tantos outros amados com a certeza que um dia nos reencontraremos, mas agora, Saudade.
Também aos amigos de outrora, aqueles que se foram sem na verdade terem partido, aqueles que o tempo, ou a distância ou a vida maluca que levamos acaba afastando... mas que continuam em nossos corações, Saudade.


Uma linda história, Dona Saudade...
Desde muito pequeno, Fernando sempre foi muito grande.
Ele crescia mais pra dentro do que pra fora. Ele crescia pequenininho, já aprendendo coisas de adulto, mas sabendo virar cada vez mais criança.
Não demorou muito para Fernando perceber que as perguntas difíceis que fazia quase nunca os mais velhos sabiam responder. E das perguntas mais complicadas, nem as crianças sabiam as respostas.
Havia uma fadinha preciosa que andava sempre ao lado de Fernando. Ela muitas vezes o ajudava. Tinha respostas bonitas pra tudo. E, mesmo que não tirasse as dúvidas de Fernando, e mesmo que não matasse sua curiosidade, pintava de cores bem vivas aquele pedaço branco que a pergunta deixava no ar para ser colorido pela resposta.
Era uma fadinha bonita pra danar!
Um dia, a fadinha desfadou.
Acho que ela quis deixar uma pergunta bem complicada sem resposta: a pergunta mais embrulhada de todas. Parecia que a fadinha sabia que só Fernando descobriria a resposta. E sabia também que se ela estivesse por perto, ele esqueceria de procurar esta resposta dentro de si mesmo. Fernando iria logo perguntar a ela e esqueceria que carregava a imensa sabedoria que só criança muito criança, crescida pra dentro, tem.
Fernando ficou muito aborrecido com o sumiço da fadinha.
Começou a ter que crescer pra valer. Mais do que nunca ele precisava da fadinha, mas ela tinha desaparecido mesmo.
"Pra onde vão as pessoas que somem da nossa frente?"
Como ter certeza de que o amigo está na cas dele, a prima no balé, o irmão no futebol e a avó no céu!?
Não estamos vendo!
A única coisa de que não tinha dúvida, era de que quando as pessoas que amava desapareciam, às vezes até por uma gigantesca horinha, ele encontrava Dona Saudade.
Dona Saudade tinha mania de persegui-lo. Sempre, quase sempre, em momentos ruins.
Ela roubava todo mundo e sentava no colo de Fernando, com aquele peso pesado, para ele ter certeza de que ela estava ali, para ele sentir ainda mais sua presença.
Dona Saudade era enorme, feia, bruta e ladra. Ela irritava Fernando e machucava seu colo.
Quando ela aparecia, Fernando só pensava na fadinha... Onde estaria? Que resposta daria quando ele perguntasse como fazer pra destruir a danada da Dona Saudade?
Então, quando Dona Saudade aparecia, Fernando saia correndo, empurrava-a de seu colo, se escondia e tentava não olhar pra sua cara.
Tinha muita raiva daquela ladra de pessoas, que insistia em persegui-lo.
Um dia, Fernando estava se sentindo forte, muito forte. Cheio de alegria, cheio de coragem, cheio de amor. Nesse dia, resolveu enfrentar Dona Saudade.
Deitou em sua cama, apagou a luz, fechou os olhos, tirou o cobertor e ficou quietinho, esperando.
Não demorou muito e sentiu um peso pesado sentado bem no meio do peito. Abriu rapidinho os olhos. Abriu também o coração e convidou Dona Saudade, sem nada dizer, pra entrar.
Dona Saudade, diante do convite de Fernando, ficou reticente.
O que estaria havendo?! Isso nunca havia acontecido com ela antes. Sempre que chegava, todo mundo a expulsava. Achou estranho, mas foi se aconchegando, devagarzinho.
Dona Saudade estava desconfiadíssima. Discreta, bem mais magra, resolveu não assustar o menino.
Aos pouquinhos, quando percebeu que Fernando não ia fugir, foi trazendo todo mundo que havia deixado no Céu-Lar, o lugar onde morava, e lentamente foi guardando tudo dentro dela.
Cada pessoa, llugar ou coisa que ia trazendo pra dentro de si, ia fazendo Dona Saudade engordar tudo de novo. Assim, ela foi voltando a seu peso normal. Ela queria que o menino a conhecesse por inteira, grande do jeito que ela era. Não gostava de disfarçar.
Fernando foi respirando cada vez mais rápido, e deixando Dona Saudade entrar.
Até que ela entrou inteirinha.
Fernando, quando olhou pra dentro de si, viu tudo. Entendeu tudo.
Dona Saudade de fato carregava todo mundo.
Dona Saudade de fato, apesar de todo seu peso danado de pesado, coube dentro do seu corpinho pequenininho. Como pôde?
Dona Saudade de fato queria ser sua amiga. E seria.
Fernando ficou enorme.
Uma criança cheia, tão cheia que não cabia mais dentro de si.
Lá dentro de Dona Saudade, que estava dentro de Fernando, estava a fadinha com uma cara feliz. Com uma cara de abraço apertado.
Lá dentro de Dona Saudade, que estava dentro de Fernando, estava o amigo, a prima, o irmão, a avó...
Lá estavam tantos outros!
Dona Saudade finalmente ficou feliz pela primeira vez em sua vida.
Não era fácil vir diariamente do planeta Céu-Lar, carregando tanta gente, e terminar sendo rejeitada por todos. Ninguém abria a porta pra ela. Era por isso que doía. Porque doía nela.
Fernando encontrou a resposta e acolheu Dona Saudade.
Desde então, vendo principalmente como ela esticava e encolhia, ele virou seu melhor amigo.
Fernando carregava Saudade, que de Dona não tinha nada, pra todos os lugares que ia. E com ela, carregava todo mundo que queria.
Ela o acompanhava e ocupava todos os cantos. Até os mais silenciosos.
Quando Fernando queria estar pertinho de alguém, se Saudade não estivesse por perto bastava chamá-la que chegava rapidinho, com todo mundo a tiracolo.
Fernando não cansava de olhá-la.
Também, era bonita demais: corpinho rechonchudo de nuvem colorida, duas estrelas incrustadas no rosto, que viam tudo, até o invisível.
Dona Saudade também tinha um sorriso solar, que iluminava e abrigava o mundo inteiro!
Saudade, certo dia, contou um segredo muito secreto para o seu novo e grande amigo. Um segredo que, aliás, nem precisava ter contado: ele logo percebeu.
Saudade, quando acolhida, fica levinha, levinha, com peso de nuvem sem lágrima: com peso, tamanho e aconchego de céu sem chuva!


Muitas saudades!
Drika Nunes


A carroça vazia - autor desconhecido

Certa manhã, meu pai muito sábio me convidou a dar um passeio no bosque e eu aceitei com prazer.
Ele se deteve numa clareira e depois de um pequeno silêncio, me perguntou: "Além do canto dos pássaros, você está ouvindo mais alguma coisa?"
Apurei meus ouvidos por alguns segundos e respondi: "Estou ouvindo um barulho de carroça."
"Isso mesmo, e de uma carroça vazia!"
Perguntei-lhe como sabia que a carroça estava vazia e ele me respondeu: "Ora, é muito fácil saber se uma carroça está vazia por causa do seu barulho."

Tornei-me adulto e até hoje quando vejo uma pessoa falando demais, tratando o próximo com grossura, prepotência, arrogância e se achando dono da verdade absoluta, tenho a imprssão de ouir a voz do meu pai dizendo: "Quanto mais vazia a carroça, maior é o barulho que ela faz..."

Não seja uma pessoa barulhenta e sem conteúdo, vazia como uma carroça. Encha-se de amor de Deus e fale desse amor para os que estão ao seu redor.
 
Acredito que errado é aquele que fala correto e não vive o que diz
O Teatro Mágico.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

28 de Agosto - Dia do Voluntariado, nosso dia!

Parabéns a todos que dedicam seu tempo, doam suas palavras, ações, sentimentos e tentam proporcinar momentos melhores à vidas desconhecidas. Parabéns a quem tenta fazer a diferença exercendo seu direito e dever a cidadania. Se você quer ser voluntário, mas não sabe bem como começar, existem milhares de ONGS sérias e comprometidas, bem como, inúmeros trabalhos com diferentes perfis que você pode conhecer, só não existe desculpa para não fazer nada. Há flexibilidade de dias, horários, locais, faixas-etárias, temas, perfis... enfim, venha também para essa grata missão! O que se ganha é muito mais do que se dá. Eu indico: www.cantocidadao.org.br ; www.vivaedeixeviver.org.br ; www.historiaviva.org.br ; www.voluntariado.org.br
Olá querido companheiro de caminhada, tudo bem contigo?? Esperamos que sim!
Hoje, 28 de agosto, é comemorado o Dia Nacional do Voluntário!!
Queremos te agradecer por tudo que já passamos juntos nesta caminhada e torcemos para que este seja só o início de uma linda jornada que ainda teremos pela frente!!

 O Canto Cidadão parabeniza a todos que exercem alguma atividade voluntária e que este dia possa ser comemorado não apenas com palavras, mas também com ações no cotidiano.

 
Beijos e sorrisos!!

terça-feira, 28 de agosto de 2012

História Viva em São Paulo

 
 
Boletim História Viva - Agosto/2012



História Viva cresce pelo Brasil
A segunda turma do projeto História Viva Ouvir e Contar da cidade de São Paulo já iniciou as aulas nestes segundo semestre. O curso iniciou no dia 18 de agosto com aproximadamente 50 participantes e terá aulas aos sábados até 8 de dezembro. Os participantes sairão do projetos como voluntários que poderão atuar pelo instituto História Viva no resgate de histórias contadas por idosos e na contação destas histórias a crianças em situação de fragilidade, em hospitais ou casas lares. O projeto tem a parceria em São Paulo do Projeto Velho Amigo e da Fundação Carlos Chagas, com apoio da Casa Hope e Centro de Voluntariado de São Paulo.


Saiba mais sobre o projeto História Viva Ouvir e Contar http://historiaviva.org.br/site/projetos/historia-viva-ouvir-e-contar

III Congresso de Humanização
Roseli Bassi, fundadora e gestora do Instituto História Viva, participou de mesa de debate durante o III Congresso de Humanização - II Jornada Interdisciplinar de Humanização, promovido pela Área de Saúde do Grupo Marista. O evento buscou refletir sobre a transversalidade da humanização nos processos de gestão hospitalar. Roseli, juntamente com o professor e doutor Leandro Marins de Souza e o também professor e doutor Victor Meyer Júnior, fizeram um bate papo sobre “O voluntariado Hospitalar: a humanização das relações”. O congresso aconteceu na PUCPR, em Curitiba, entre os dias 6 e 8 de agosto.


Workshop Histórias Contadas com Origamis

O intuito deste workshop é mostrar as possibilidades de utilização e de cooperação entre duas artes: narração de histórias juntamente com o origami (dobradura de papel). O workshop acontece nos dias 20 e 21 de setembro, das 19h00 às 22h00, na Alameda Cabral, 335. Participe! São apenas 15 vagas. Inscrição - R$ 80,00 (material incluso) – pelo e-mail: cursos@historiaviva.org.br





Imagens capturam histórias vivas
O fotógrafo Luiz Pacheco (luizpacheco.multiply.com) acompanhou as diversas etapas que constituem o trabalho do História Viva fotografando estas ações de forma a contar um pouco esta história. Segundo o fotógrafo: “desde a primeira ação que acompanhei fiquei totalmente apaixonado pelo trabalho do História Viva. Cheguei para fazer um trabalho e saí de cada ação com uma lição de vida. O trabalho do Instituto é lindo e isso torna o desafio de fotografá-lo ao mesmo tempo muito difícil e extremamente prazeroso e instigante. Tive a oportunidade de registrar flagrantes de carinho e emoção que resultaram em algumas imagens belíssimas. Estou muito satisfeito com o resultado final do trabalho e quero continuar documentando outras ações do instituto”.

O resultado do trabalho você confere a seguir:

Caçadores de Histórias (http://goo.gl/0zuHQ)
Encantadores de Histórias: (http://goo.gl/rjzjC)
Contação de Histórias: (http://goo.gl/4poZD)
Ponte entre gerações: (http://goo.gl/2b3UB)


Formatura 18ª turma em Curitiba
Aconteceu em 18 de julho, no auditório da FAE – Centro, a Formatura da 18ª Turma dos Novos Voluntários Ouvidores e Contadores de Histórias de Curitiba. O tema da turma foi Super Amigos. Conheça aqui o rosto de cada um destes novos ‘super-heróis’.
Confira fotos da formatura:
Por Willy Annies
Por Flávia Tomita


Formatura 1ª turma em Campo Largo
Com muita emoção, aconteceu no dia 25/07 no auditório da Casa da Cultura de Campo Largo/PR a 1ª Formatura de Ouvidores e Contadores de Histórias do município. Esta formatura oficializa os novos Voluntários Contadores de Histórias, que irão transformar crianças, jovens, adultos e idosos em hospitais, abrigos e casas de apoio de Campo Largo, com lindas e surpreendentes histórias. Confira as fotos deste evento.
Instituto História Viva
História Viva


Acompanhe depoimento da voluntária contadora de histórias, Lorian Livia Vicenzi:

"Contar história para mim é algo simplesmente mágico. É levar alegria, despertar emoções e de alguma forma ajudar na melhora de cada um que nos ouve. Através da história recebemos sorrisos e levamos reflexões. Sinto que contando histórias estou contribuindo para algo melhor, algo dentro de cada um e com certeza, algo melhor em mim. Tenho orgulho em fazer parte do Instituto História Viva e do trabalho que a Roseli e todos os voluntários realizam."

Impactos de Atendimentos no mês de Julho/2012
Número de histórias ouvidas por crianças, adultos e idosos em hospitais, asilos e casas-lares de Curitiba e Região:

Total de Impactos: 4.368
Adultos: 32%
Crianças: 40%
Familiares: 23%
Corpo Multidisciplinar: 5%

Total de voluntários atuantes: 89