domingo, 29 de março de 2015

Reconhecer ou regulamentar uma profissão?

60 profissões são reconhecidas pelo Ministério do Trabalho e Emprego

16.02.2013

Na prática, trata-se de atividades que já existiam, mas que só agora passam a ter o seu devido reconhecimento
Barista há três anos, Rilton Lima é o que se pode chamar de um especialista em cafés. Ele é um dos que vibrou com o reconhecimento da profissão Foto: Kiko Silva
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) atualizou, em 31 de janeiro deste ano, a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), incluindo 60 profissões. Na prática, trata-se de atividades que já existiam, mas que só agora passam a ter oficialmente o seu devido reconhecimento.

Relações públicas, analista de negócios, analista de pesquisa de trabalho, ouvidor, engenheiro de controle e automação, tecnólogo em mecatrônica industrial, farmacêutico em indústria de alimentos, fonoaudiólogo educacional, fonoaudiólogo em linguagem, quiropraxista, osteopata, musicoterapeuta, equoterapeuta, doula, agente de proteção de aviação civil, propagandista de produtos farmacêuticos, DJ (disc-jóquei), barista e socioeducador são algumas das ocupações incluídas na CBO.

Conquista
Barista há três anos, Rilton Lima, 21 anos, é o que se pode chamar de um especialista em café e drinks à base de café. Para isso, fez cursos de formação. Ele é um dos que vibrou com a inclusão da profissão na CBO, fato que considera uma importante conquista. Criada em 1900, na Itália, somente há cerca de dez anos é que a profissão chegou ao Brasil.

O gerente de cafeteria Giurdan Pereira explica que o barista é um profissional importante na cadeia, completando o ciclo da semente à xícara. "É um artesão que pode extrair todo o potencial do café. Para se tornar um bom barista há muitas coisas que se deve saber. A profissão requer determinação, insistência e paixão pelo café", afirma.

Há dois meses, teve início o primeiro curso de capacitação de barista de Fortaleza, voltado para pessoas que já atuam no mercado de trabalho. A área sofre de uma carência desse tipo de profissional. A ideia, conforme Pereira, é um curso para agregar valores para o barista e ao estabelecimento, que terá esse diferencial em relação aos demais.

Falta de cursos de formação é uma das dificuldade que as profissões incluídas na CBO enfrentam. A maioria dos cursos é oferecida em São Paulo e no Rio de Janeiro, o que acarreta em consequências diretas na qualificação desses profissionais, que contam com experiência na prática, mas não na teoria.

Antenor Antenório, coordenador estadual de Intermediação de Profissionais do Sistema Nacional de Empregos/Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (Sine/IDT), comenta que a classificação é um norteador para reconhecer a profissão no mercado de trabalho. Contudo, das que foram incluídas, diz que poucas são solicitadas no Sine.

Socioeducador, analista de pesquisa de mercado, trabalhador portuário de bloco e propagandista de produtos farmacêuticos são as que têm demanda no órgão. A inclusão facilita a inserção do jovem no mercado, pois vai existir uma profissão condizente com a que ele exerce.

Doulas comemoram inclusão na CBO pelo MTE
Na mesma semana da inclusão na CBO, o primeiro curso de doulas foi realizado em Fortaleza Foto: Tuno Vieira
Na semana em que o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgou o reconhecimento de 60 ocupações na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), teve início o primeiro curso de formação de doulas de Fortaleza, por iniciativa do grupo "Mãe do Corpo". A doula profissional Kelly Brasil, 33 anos, comenta que o reconhecimento da profissão é uma reivindicação bastante antiga dessas profissionais.

"A gente recebeu a notícia com muita alegria", enfatiza. Kelly conta que muitos profissionais da saúde não sabem da existência da doula e nem o trabalho que ela desenvolve. Responsáveis por acompanhar as gestantes antes, durante e depois do parto, são elas que oferecem suporte emocional às mães, estimulando práticas humanizadas. "É uma vitória ter um trabalho que eu acredito e amo ser reconhecido pelo MTE", comemora.

A vontade de ser doula surgiu depois do parto de seu filho, em 2006. Kelly conta que a experiência foi tão intensa e transformadora que ela sentiu a necessidade de ajudar outras mulheres a terem uma experiência igual ou até melhor que a sua. Há cinco anos, ela trabalha na área. Já acompanhou aproximadamente 100 gestantes. Sua formação de doula foi em São Paulo. Ela destaca que a ideia do curso é multiplicar o conhecimento.

Reconhecer é diferente de regulamentar
É importante separar as diferenças entre reconhecer e regulamentar. Francisco Ibiapina, superintendente Regional do Trabalho Substituto explica que, com as inclusões na CBO, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) apenas reconhece a existência daquela profissão no mercado de trabalho. A partir daí, haverá um enquadramento correto da ocupação e políticas públicas poderão ser desenvolvidas para aquele segmento. Mas só com projeto de lei é que a profissão será regulamentada.

Essa necessidade de serem revistas e criadas novas ocupações é porque existe uma dificuldade de enquadrar, por isso tem de se procurar uma profissão similar, que se aproxime da atividade. "A atualização é importante, pois resguarda as atribuições que a profissão contempla", explica.

Rodrigo Lobão há 18 anos exerce a profissão de DJ em Fortaleza. Ele defende que deve ser criado pelo MEC um curso técnico de formação de DJs Foto: divulgação
Disc-jóquei

Uma das profissões mais cobiçadas pelos jovens, que está super na moda, é a de DJ. Rodrigo Lobão, 35, há 18 anos exerce a atividade. Seu nome já é consolidado no cenário musical cearense, com foco na música eletrônica. Satisfeito, ele é um dos que comemorou o reconhecimento da profissão perante o MTE.

O músico diz que é importante haver a profissionalização de DJ e sugere que o Ministério da Educação (MEC) crie um curso técnico voltado para formação de DJs. Apesar de não se intitular produtor, Lobão também faz música, algumas em parceria com amigos.

Mesmo apaixonado pelo que faz, o artista reconhece que não é fácil viver de disc-jóquei em Fortaleza, tanto que, além de DJ, durante o dia ele trabalha em uma agência bancária. "Os cachês ainda não são tão bons como no Sul e no Sudeste. As festas aumentaram, são mais lucrativas, mas os cachês continuam baixos. Tem ainda os que tocam de graça, por um refrigerante. Isso quebra o mercado. O promotor oportunista acha ótimo", critica o DJ.

LUANA LIMA
REPÓRTER

Câmara faz homenagem ao Dia Internacional dos Contadores de História!

Crédito : Emanuel Souza

Em seu dia internacional, contadores de história de todo o País vieram à Câmara dos Deputados nesta quinta-feira (20) pedir a valorização da atividade e a aprovação de um projeto de lei que cria a Semana Nacional dos Contadores de História (PL 4005/12). Em evento no auditório Nereu Ramos, também foram contadas histórias para estudantes da rede pública de ensino do Distrito Federal.
O presidente da Associação Amigo das Histórias de Brasília, William Reis, ressaltou o papel dos contadores na preservação do hábito de ler. "As pessoas vão criando o hábito pela leitura. O contador de histórias é esse incentivador que dá o gosto da leitura às crianças, aos adultos e aos idosos", disse.
Organizadora do evento na Câmara, a deputada Erika Kokay (PT-DF) é autora do PL 4005/12, que tem como objetivo contribuir, sobretudo na rede pública de ensino, para a difusão de manifestações verbais, poéticas, literárias e musicais, que constituem o chamado "patrimônio cultural imaterial brasileiro".
“Contar histórias vai além do ambiente da escola, deveria estar na saúde, na cultura, no serviço social. É fundamental que essa profissão seja regulamentada. É preciso também que haja formação para contadores de histórias em todos os níveis de ensino”, afirmou.
A deputada disse que, além de propor a Semana do Contador de História, também defende o direito de aposentadoria a esses profissionais, “porque são fundamentais para a construção de um imaginário de nação que esse Brasil ainda não tem”.
 
Homenagem ao Dia Internacional dos Contadores de História
 
Celebração
Desde 1991, 20 de novembro é comemorado como o Dia Internacional dos Contadores de História. A celebração começou na Suécia como forma de promover a narrativa oral.
Integrante do grupo "Línguas encantadas e encantantes" e supervisora cultural da prefeitura de São Paulo, Andrea de Sousa conta como essa arte milenar sobrevive nos tempos modernos e convive com a tecnologia e as redes sociais.
"A arte de contar é a mais antiga performance artística do ser humano. Tecnologia nenhuma vai tirar sua importância porque contar histórias resgata a nossa identidade cultural. Nenhuma vassourada do tempo vai tirar essa importância. A gente não é só flashback. Nós o somos o que todos precisam: ouvir o que foi dito para se repensar o hoje, contar o que já foi contado para se melhorar o hoje, ler o que alguém disse há muito tempo para pensar melhor o hoje", disse Andrea Sousa. 

Íntegra da proposta:

Com Agência Câmara
 

sábado, 28 de março de 2015

O coração de Corali – Eliane Ganem

No último dia 20, dia internacional do contador de histórias, estive em Brasília para os festejos e homenagens à esta, que é uma das artes mais antigas da humanidade e tive o prazer de ouvir Celso Sisto contar essa história e criar uma vontade tremenda nos ouvintes em conhecê-la, como já sabemos, contar histórias é também uma grande difusão de escolhas leitoras...
Pra quem também tem um buraco no peito, lá vai Corali, sua tia gorda e toda a família!

 
O coração de Corali é tão grande que é capaz de caber um caminhão. Mas, caminhão não é coisa reservada no coração de ninguém. Por isso, no coração de Corali tem um espaço pro pai, pra mãe, pra tia gorda, pra avó Joana, pro avô Pedro e pro Sapoti, um cachorro peludo, vira-lata, do mais puro sangue que o pai de Corali conseguiu. Mas, mesmo com esse mundo de gente dentro do coração, ainda sobrava espaço. E o espaço, Corali não sabia porque, tinha mais é cara de buraco. Um buraco vazio no fundo do peito. Corali sentia que faltava alguma coisa.
Um dia teve até reunião de família para discutir o coração de Corali. Isso porque a coisa já estava virando um problema sério. Corali ficava, às vezes, parada, triste, pensando um jeito de tapar o buraco vazio, que impedia até de brincar com o pessoal da rua e da escola. A professora notou, falou pra mãe, a mãe falou pro pai, e o pai se encarregou de espalhar pro resto da família.
Na tal reunião apareceu todo mundo.
Um dizia uma coisa, outro dizia outra e ninguém chegava a lugar nenhum.  O pai dizia que era falta de um amigo o que Corali sentia, a mãe achava era que falta de brincadeira com os colegas na escola, a avó dizia que era falta de um irmão pra brincar todo dia, o avô dizia que era mania de menina que tem tudo em casa e, na verdade, não sentia falta de nada. Só a tia gorda não dizia. Ficava olhando Corali com um olhar compriiiiido, como se dissesse “tanta confusão por causa de um buraco vazio no peito”. Até o Sapoti, se soubesse falar, tinha metido o focinho na história.
E ficaram nessa discussão mais de duas horas. Corali já estava cansada, com vontade de dizer que não tinha importância.
Um dia, quem sabe, alguém tapava o buraco com cimento depois pintava de vermelho, a cor que Corali mais gostava, que nem o avô fazia na obra onde trabalhava quando era mais moço. Mas, ninguém deixava ela falar. Gente grande, às vezes, acha que gente pequena não tem opinião. Queriam resolver a todo custo o problema. E acabaram não resolvendo nada. Só fizeram com ela o que cada um achava.
O pai deu pra trazer uma porção de criança pra casa só pra ver se Corali arrumava um amigo. Pra surpresa de todo mundo, Corali arrumou uma porção de amigos. Brincava um pouco com eles, mas depois sentava e ficava do mesmo jeito de antes. Brincava só pela metade, o resto do tempo ficava parada, pensando, achando que brincar o tempo todo era uma coisa muito chata. A mãe resolveu ter outro filho, um irmão pra Corali, um companheiro como a avó achava. E só pra contentar o avô, o pai cortoou a mesada dela e a mãe proibiu de ver televisão.
Pra falar a verdade, a vida de Corali piorou muito depois da reunião da família. Agora, tinha que esperar por um irmão que ela nem conhecia ainda, tinha que ter uma porção de amigos. E já não podia comprar sorvete na hora que quisesse, tinha que pedir dinheiro pra mãe. Televisão só de noite, na hora do jornal, quando o pai ligava. Um inferno! E o buraco lá. Parecia até que tinha aumentado. O coração doía, às vezes, de tristeza por ter agora que ficar tapando o espaço que antes já estava cheio, e que de vez em quando esvaziava quando ela ficava com raiva da mãe, do pai, do avô, de quem ela gostava.
Um dia, a tia gorda veio sozinha. Encontrou a mãe e Corali em casa. A mãe dormia com o bebê na barriga. Corali desenhava num papel, no chão do quarto.
- Como vai o buraco? – a tia perguntou. Corali não respondeu. Achou que aquela pergunta já era demais. A tia continuou. Perguntou se o buraco era fundo ou era raso, quanto cento ou centímetros ou metros ele media. Se era escuro ou claro. Se era feio ou bonito. Se metia medo ou não metia nada. Se incomodava muito ou só um pouquinho. Se aumentava em dia de chuva e diminuía em dia de sol. Se, se, se.... ficou mais de meia hora perguntando. E Corali, sem querer , ia respondendo: é grande, mede uns cinco metros, não é feio nem bonito, é escuro de meter medo, incomoda quando alguém se importa com ele, aumenta em dia de chuva, continua seco quando eu tomo banho, quando eu tô alegre ele quase some; e respondeu mais de meia hora.
As dua a bolsa e tirou dois, então, ficaram se olhando. A tia gorda abriu e tirou dois bombons, abriu um e deu outro pra Corali.
- Esse papo me deixou triste – a tia gorda comentou. Sabe! Você tem um buraco no coração igual o meu!
Foi uma revelação! Quer dizer que outras pessoas eram como ela? Corali quis saber.
- Claro! – a tia respondeu. Acho até que todo mundo tem um buraco aqui dentro – e bateu no peito. Só que tem um monte de gente que nem percebe.
- E como é que a gente faz pra encher o buraco?
- Pra encher é difícil. E se não tomar conta ele até aumenta. E só a vida é que pode tomar conta disso.
- Como? – Corali se assustou.
- Ora, se a gente tem uma vida legal, que a gente curte o que a gente mesmo construiu, o buraco quase desaparece. E é capaz até da gente nem perceber que ele existe se a gente, com o tempo, conhecer pessoas de quem gosta realmente e fizer do mundo um mundo da gente.
- E se a vida da gente não for legal?
- Aí o buraco aumenta, cada vez mais.
Corali então se lembrou de perguntar:
- E o seu coração, tia, dói muito?
- Às vezes dói!
- E aí o que você faz?
- Aí, eu como bombom. Tem gente que fuma. Tem gente que trabalha muito sem nem precisar, às vezes, só pra esquecer que tem um buraco no peito.
- Puxa, é verdade?
- É! Mas tem gente, Corali, que não precisa de nada disso. Já tapou o buraco quase todo. Só deixou um pedacinho pra nunca mais esquecer que ele existe e que se não cuidar, ele pode crescer, crescer, crescer sem parar, até tomar conta da gente.
- E esse buraco tem nome?
- Tem. Cada nome estranho, comprido. Eu prefiro chamar de buraco mesmo. Quer mais um bombom? – a tia ofereceu.
- Não, obrigada! Eu quando tô triste não gosto de bombom. Eu acho melhor ficar quieta, espiando...
- É, cada um é de um jeito! Mas, eu vim aqui pra te chamar pro cinema.
- Oba!!!
- Tá passando um filme muito bom que eu acho que você vai gostar. A gente escreve um bilhete pra sua mãe, pra ela não precisar acordar!
- Tá legal! – Corali foi trocar de roupa enquanto a tia escrevia o bilhete.
E as duas saíram. E quem olhasse pra elas, não diria que cada uma tinha dentro do coração um buraco daquele tamanho.
 
 

segunda-feira, 23 de março de 2015

Toumani Kouyaté,o em 28/03/15 espetácul

Contador de histórias Toumani Kouyaté apresenta espetáculo em Pinheiros

Da Redação em 17/03/15

O Centro Cultural b_arco recebe o artista Toumani Kouyaté – descendente de uma linhagem dos conhecidos contadores de histórias africanos, os griots – para apresentação do espetáculo África Erótica, no dia 28 de março.

O artista, que também é fotógrafo e professor universitário, contará histórias comumente utilizadas para iniciar jovens noivas e noivos de tribos africanas, assim como para manter constante o desejo sexual dos adultos, durante sua apresentação. O espetáculo terá, ainda, contos tradicionais, cuja narrativa será construída não só a partir da oralidade, mas também com o auxílio da música.
Toumani Kouyaté faz parte de uma linhagem de djélis – griots da África do Oeste, que atuam para promover a coesão social e, também, conduzem grandes cerimônias tradicionais dentro de grupos regionais.
Foto: Divulgação
O espetáculo África Erótica acontece às 21h do dia 28 de março. Os ingressos para o evento podem ser adquiridos uma hora antes do início por R$ 30 (inteira) ou R$ 15 (meia-entrada).

CONTADORES DE HISTÓRIAS - Journée du Conte

CONTADORES DE HISTÓRIAS
Journée du Conte
Arleen Thibault (Québec), Muriel Bloch (França), Toumani Kouyaté (Burkina Faso)
 
Data: 24/03 terça-feira
Horário:
13h30 Muriel Bloch (França)
20h Arleen Thibault (Québec) e Toumani Kouyaté (Brukina Faso)
Todas as apresentações contarão com tradução consecutiva para o português
Local: Teatro Aliança Francesa
Endereço completo do local, com telefone e site: Rua General Jardim, 182 – Vila Buarque. Telefone 11-3017.5699
Localização: http://goo.gl/maps/RjSDl
Gratuito!
Classificação indicativa: livre

 
Muriel Bloch 
Muriel Bloch é contadora de histórias desde 1979, na França e no exterior. Seu repertório inclui contos, mitos e textos literários originários dos 5 continentes, direcionados a públicos de todas as idades. Seu repertório conta com mais de 1000 narrativas que ela adapta em função da demanda, do lugar, do momento e do seu público. As apresentações geralmente são acompanhadas por música ao vivo. murielbloch.com

 
Arleen Thibault apresenta o espetáculo de contos "La diseuse" 
A contadora de Québec Arleen Thibault interpreta suas histórias através de um texto original, ritmado e com muito humor. A qualidade artística do seu trabalho a levou a representar o Canadá nos Jogos da Francofonia de Beirute em 2009 e receber diversos prêmios. Desde 2002, a contadora se apresenta nos palcos do Québec, do Canadá, da Europa e da Africa. «La diseuse» é um espetáculo festivo com os melhores contos de seu repertório. http://arleenthibault.com/
 

Toumani Kouyaté 
Toumani Kouyaté faz parte de uma linhagem de Djélis – griots da África do oeste. Mestres da Palavra e das Artes na África do oeste, os djélis desempenham um papel vital na coesão social e conduzem sempre as grandes cerimônias tradicionais. Artista completo, como todos da casta dos djélis, Toumani canta, dança, toca, conta histórias e é também fotógrafo, professor universitário e organizador de festivais em vários lugares da África, Canadá, Ásia e Europa, entre outros. http://kouyatetoumani.blogspot.com.br/

Evento realizado no âmbito da #francofoniasp